SP Demográfico

A série SP Demográfico, iniciada em 1998, procura veicular os principais indicadores demográficos do Estado de São Paulo, de suas regiões, municípios e distritos da capital, com ênfase na análise das projeções populacionais e das Estatísticas do Registro Civil, produzidas pela Fundação Seade.


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Ano 21 – nº 03, setembro de 2021 – A diminuição da fecundidade no Estado de São Paulo: características e diferenças regionais

tema:  Fecundidade

Resumo:

Entre 2000 e 2020, a fecundidade no Estado de São Paulo diminuiu de 2,08 filhos por mulher para 1,56, significando redução de 25%. Nesse período, a estrutura etária da fecundidade tornou-se mais envelhecida, com as mulheres tendo seus filhos mais tardiamente.

A análise por regiões administrativas do Estado mostra que, em 2020, a fecundidade variou entre 1,40 e 1,70 filho por mulher, com maiores reduções naquelas onde a fecundidade era mais elevada, o que levou ao decréscimo das diferenças inter-regionais. Os municípios paulistas também registraram variações importantes, com queda da fecundidade em todos eles.

O número de nascidos vivos vem apresentando diminuição, principalmente a partir de 2019, após período de relativa estabilidade. Em 2000 nasciam 699 mil crianças no Estado, passando a 550 mil, em 2020. A redução observada nos primeiros meses de 2021 pode sugerir possível impacto da pandemia de Covid-19 no comportamento reprodutivo das mulheres paulistas, assim como um efeito combinado da tendência de queda e da pandemia.

Estes indicadores foram obtidos a partir dos dados do sistema de estatísticas vitais da Fundação Seade, produzidas com as informações provenientes dos Cartórios de Registro Civil, que permitem acompanhar a evolução do número de nascidos vivos, elaborar estimativas de fecundidade, para municípios e regiões do Estado, constituindo fonte muito rica para os estudos populacionais.

As informações podem ser acessadas em https://estatisticasvitais.seade.gov.br/.

 


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